Quais os benefícios da comida picante?

Muitos são os tipos de pimentos picantes e malaguetas que têm ganho popularidade nos últimos anos. Jalapeño, habanero, chilli são apenas alguns dos exemplos mais populares. Usados como forma de dar um gosto especial à comida, a verdade é que estes tipos de alimentos podem ter igualmente um efeito extremamente positivo no seu estado de saúde.

Este tipo de pimentos são uma fonte bastante rica de um componente chamado capsaicina. Este composto é conhecido pelos seus inúmeros benefícios, sobretudo para a resistência a inúmeras doenças. Tal como a doutora Cary Presant explicou ao portal Considerable, “a capsaicina pode ser utilizada como tratamento local para reduzir a dor e melhorar a imunidade. Alguns estudos parecem ainda apontar para a possibilidade de estimular uma maior esperança média de vida”.

No mesmo sentido, o açafrão – e sua componente ativa, a curcuma – têm igualmente demonstrado ter um impacto positivo na diminuição da inflamação no corpo, na digestão e até para a diminuição do risco de cancro.

Eis 5 dos principais benefícios da comida picante, que o devem ajudar a convencer a “apimentar” um pouco mais a sua dieta alimentar.

Ajudam na perda de peso

No existe nenhum substituto milagroso para o exercício físico frequente e para um “corte” nos alimentos mais gordurosos e saturados. No entanto, a investigação tem demonstrado que os pimentos picantes podem ajudar a acelerar o metabolismo, aumentando a temperatura do corpo e estimulando o queimar de calorias. Tal como explica a nutricionista Pamela Peeke, “a capsaicina estimula o tecido adiposo castanho e, assim, todo o metabolismo”. Um outro estudo da Universidade de Purdue aponta ainda para o facto de a comida picante conseguir ajudar a reduzir o apetite.

Previnem doenças cardíacas

Os pimentos e o açafrão têm um conjunto de propriedade bastante benéficas para a saúde do coração. O professor de Medicina Cardiovascular Michael Miller (University of Maryland School of Medicine) explica que a capsaicina “pode afetar positivamente os vasos sanguíneos, dilatando-os e ajudando a reduzir a pressão arterial”. Já a curcuma apresenta um conjunto de propriedades anti-inflamatórias capazes de proteger os vasos sanguíneos e pode ser também importante na redução de colesterol, conclui o especialista.

Podem ajudar a viver mais tempo

Um estudo conduzido pela Chinese Academy of Medical Sciences e pela Harvard School of Public Health, avaliou os hábitos alimentares de 500 000 pessoas, com idades entre os 30-79 anos, durante um período de 5 anos. Os investigadores concluíram que as pessoas que consumiam comidas picantes 6 a 7 vezes por semana tinham um risco 14% menor de morrerem de forma prematura. Apesar de não ser uma percentagem muito alta, é estatisticamente relevante e ajuda a comprovar os efeitos positivos que este tipo de alimentos pode ter na saúde cardíaca.

A curcuma favorece a redução de células cancerígenas

De forma surpreendente existe já um conjunto significativo de evidências que apontam para os efeitos da curcuma nas células cancerígenas, ajudando a reduzi-las e elimina-las. Os estudos tem concluído que esta raiz pode retardar os cancros da mama, cervical, estomago, entre outros. Em relação à caipsacina, um estudo da Cedars-Sinai Medical Center, revelou que este composto conseguiu eliminar 80% das células cancerígenas em ratos de laboratório.

Aliviam naturalmente a dor

No tratamento e redução da dor em casos de artrite ou até de certos tipos de dor de cabeça os médicos receitam frequentemente certos cremes que possuem como ingrediente ativo a caipsacina. Ao ser aplicado diretamente na zona de dor, este tipo de solução tem comprovado ser eficaz na redução dos níveis de dor.