Floresta Amazônica ainda não tem motivos para comemorar

A Floresta possui 6,9 milhões de quilômetros quadrados distribuídos em nove países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa).

Habitat de metade das espécies terrestres do planeta, só de árvores, são pelo menos 5 mil espécies, 300 espécies de mamíferos e mais de 1.300 espécies diferentes de pássaros e milhares de insetos.

Sob os rios amazônicos vivem cerca de 3 mil espécies de peixes em 25 mil quilômetros de águas navegáveis, elevando suas águas ao posto de maior bacia hidrográfica do mundo. Às margens, vivem em território brasileiro, mais de 20 milhões de pessoas, entre 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, extrativistas, quilombas e ribeirinhos.

O Dia 5 de setembro, foi o escolhido para a celebração da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta que, continua registrando altas taxas de desmatamento, ameaçando a extinção de sua biodiversidade. Apenas 10 mil quilômetros quadrados da floresta se encontram sob a proteção das 314 Unidades de Conservação e mesmo assim, as ações não são suficientes para deter o ritmo da destruição que a floresta enfrenta, com o acelerado processo de degradação da extração madeireira.

A Amazônia sofre também com o impacto ambiental gerado por grandes empresas que, divulgam a construção de suas usinas hidrelétricas, como Belo Monte, Jirau, Teles Pires e Tapajós; prometendo desenvolvimento deixando de lado os maiores interessados, o meio ambiente e as pessoas que vivem na região. Várias organizações já tentaram advertir sobre o grande impacto ambiental que tais empreendimentos poderão trazer até 2020.

A floresta é importante para a sobrevivência de seus habitantes, além de ser fundamental no equilíbrio climático global. O Greenpeace atua na região desde 1999 e após várias pesquisas, aponta algumas soluções. O grupo adentrou a floresta para investigar a exploração ilegal de madeira e nunca mais saiu, apesar das ameaças de morte, continuaram em campo na identificação das áreas sob pressão de desmatamento e denúncia de seus responsáveis.

 

Fonte: Greenpeace