Cientistas na luta contra o extermínio das abelhas no Planeta

São espécies que habitam o planeta há mais de 60 milhões de ano e as do gênero Apis, são as possuem papel fundamental na produção agrícola, pois são responsáveis pela polinização das flores, a fecundação das plantas, além de produzirem mel, geleia real, cera e própolis.

Atualmente podemos encontrar colônias de abelhas que produzem grandes quantidades de mel de excelente qualidade, em áreas urbanas. Nas cidades, as abelhas estão menos expostas ao uso de pesticidas, além de encontrarem uma maior variedade de flores em parques, jardins públicos e até mesmo em apartamentos. Entretanto, o destino de outras colmeias não é o mesmo.

Nos últimos anos houve um declínio das populações de abelhas no planeta – algumas espécies já estão extintas e outras chegam a apenas 4% da população original em certas regiões do mundo. Colmeias inteiras desaparecem sem deixar vestígio, em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Seus criadores encontram a colmeia vazia, apenas com a abelha rainha e algumas operárias à sua volta.

Agricultores acreditam que na rotina diária à procura de alimento, as abelhas ficam desorientadas e não encontram o caminho de volta e morrem. Para o pesquisador francês Jean-Marc Bonmatin, as abelhas têm uma excelente capacidade de adaptação e há milhares de anos enfrentaram parasitas e doenças, sem que seu equilíbrio tenha sido afetado, entretanto, a presença de neurotóxicos é o que poderia desorientar os insetos durante o trajeto.

Segundo cientistas do Programa Internacional de Prevenção do Colapso de Colônias – Coloss, não há uma causa única responsável mas, inúmeras. Estresse, vírus e agentes patogênicos e pesticidas são os vilões apontados como principais responsáveis pela intoxicação crônica nas abelhas. Parte dos cientistas acredita que, o culpado pelo desaparecimento seja o "Varroa destructor", um parasita da Indonésia, existente em todos os continentes e que não teria sido combatido de forma eficaz pelos apicultores. Um microfungo parasitário conhecido como "Nosema ceranae" e o  vírus "Israeli acute paralysis", também são alvos de suspeita.

As especulações são muitas e enquanto não encontram solução, especialistas são unânimes em dizer que o extermínio de colmeias teria efeito catastrófico no planeta e forte impacto na produção mundial de alimentos; além disso, segundo a Agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO, será necessário produzir 70% a mais de alimentos até 2050, quando a população atingir 9,1 bilhões de habitantes.

Diversas comunidades já começaram a pôr em prática, projetos que possam contribuir para a manutenção desses seres tão importantes para a vida humana na Terra. Orientações são dadas para a construção de habitats e quais variedades seriam as mais indicadas para a criação, segundo a região do País. Fazer plantios de ervas e plantas das

quais as abelhas gostam, como sálvia, orégano , lavanda, alfafa, entre outras, construir casas de abelhas, evitar o uso de inseticidas em jardins e construir jardins orgânicos, são algumas dicas para a sobrevivência das abelhas.


Fonte: Planeta Sustentável

 

Assine o manifesto em proteção às abelhas:

http://www.semabelhasemalimento.com.br/